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prontofalei

Sem saber o que pensar…

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Já desisti, larguei na mão de Deus. Porque? Porque não vale a pena lutar pelo que não te faz feliz. Dinheiro todo mundo quer, um diploma é importante para a vida da gente, especialmente falando em bens materiais. Mas quando isso não te satisfaz, não te dá prazer, também não te dá forças pra seguir adiante. Quando as pessoas te empurram pra trás, te fazem sentir um nada, tentam de toda forma mostrar que são maiores do que você, que têm poder de decisão sobre a sua vida, ou que popularmente falando, tem espírito de porco, não dá. 
Quero ser feliz, muito feliz. Quero ter minha casa, meu amor, pintar as paredes de colorido, ler minhas revistas de moda, me enlouquecer em metros de tecido, desenhar, cortar, costurar, sonhar… Quero cores, música, dança, risos, sol, amor… Coisas simples, coisas belas… Quero acordar de manhã, dar um abraço em quem eu amo, brincar com o cachorro e fazer coisas que me façam sorrir, que me inspirem. Quero e sentir uma mulher completa.
E o que, afinal, é ser mulher hoje? Pra ser mulher, com M maiusculo, você tem que estudar uma coisa “séria”, se matar fazendo 327 cursos por ano, mestrado, doutorado e passar em um concurso publico num belo cargo antes dos 30 anos?! Será que ser uma pessoa bem sucedida é não dar bom dia a seus colegas, julgar a tudo e todos, trabalhar tanto ao ponto de nem conhecer seus vizinhos, em troca de uma gorda conta bancária? Pra ser mulher tenho que usar preto, andar de salto e cara sizuda pra todo mundo, não me reconhecer nos outros próximos a mim? Será que ser mulher hoje, é traçar um plano de vida, e segui-lo a risca, sem escorregar nem dar uma passadinha na sorveteria?
E daí que eu já tenho vinte e poucos anos? Se eu quiser ser diferente, estarei sendo pior? Inferior? E daí se eu faço chá de cozinha? Estou sucumbindo ao machismo por isso? E daí se eu uso vestidos com babados, ou um laço na cabeça? Isso não faz de mim inferior a alguém, isso não muda minha essência. Não sonhar em ser a toda-poderosa de alguma empresa ou universidade não faz de mim uma pessoa pior, apenas diferente. Gostar das coisas simples, de ter um tempo maior pra dedicar às pessoas que amamos, não é pensar pequeno. Gostar de preparar o jantar para a familia não é ser amélia ou dona de casa. E o que tem de errado em ser dona de casa? Quem foi que disse o que é certo ou errado afinal? Quem foi que decidiu o que é ou não ser bem-sucedida? Quem disse o que devemos ou não devemos ser? Quem impôs esse ideal de mulher da atualidade?
Porque devemos nos matar de trabalhar, ainda cuidar de nossas familias, estar belas, magras e bem-vestidas o tempo todo? Porque uma mulher plena é aquela que pra trabalhar tem que deixar o filho na escola desde os seis meses de idade, e não está lá quando ele diz suas primeiras palavras ou dá os primeiros passinhos? 
Muitas dessas dúvidas vêm me perturbando e me movendo nesses ultimos dias, e só pioram com toda a movimentação na minha faculdade. Muita revolta, muita vontade de desistir, muita coisa pra repensar acerca da minha vida. Penso que se toda a minha vida como profissional vai ser como está sendo a vida na graduação, talvez nem valha a pena seguir adiante. Eu vejo que não sinto a mesma ferocidade das minhas colegas por uma vaga na pós-graduação, na verdade nem aguento estar muito tempo no Campus. não tenho paciencia pra puxar saco de professor, nem de perder tardes estudando textos de 50 anos atrás que não me dizem nada. Ao mesmo tempo, todos nos preocupamos com a opinião do outro, dos julgamentos que são feitos a respeito de quem não é “bem-sucedido” nos padrões atuais. Ultimamente, os únicos sentimentos que tenho tido dentro do Campus são descontentamento, tristeza, revolta e desejo de fuga. E niguém é capaz de imaginar a profunda tristeza sinto também por me sentir assim, por perder tempo de vida, dinheiro, e tantas outras perdas. 
Em contrapartida, a motivação que tenho para assuntos alheios aos da minha formação, é enorme. A pesquisa para a coleção de verão da nossa loja vai de vento em popa. A produção também. Viajo pensando na decoração da minha casa nova, e no casamento então, nem se fala. E penso, porque nada desse sentimento se direciona para o profissional, porque não consigo canalizar essa dedicação para os estudos. Eu mesma respondo. Porque falta paixão. E me entristece ver que isso não acontece só comigo. É de partir  o coração. E no final, quando todas essas idéias, todo esse devaneio se mistura, todas as dúvidas, inquietações se juntam, fico sem saber o que pensar. Uma grande interrogação se forma. Um pensamento inconcluso. Não  sei o que fazer, não tenho uma idéia formada sobre isso tudo. Por enquanto vou levando. Desejando que tudo mude, eu fico assim, sem saber o que pensar.

Pronto falei: Ajudem o RS!!!

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Chuva sempre é ruim. Não chuvinhas de verão, claro. Eu tô falando de chuva. Chuva mesmo. Desde ontem, tem chovido o equivalente a um ano inteiro de chuvas, e não sou eu que estou falando, e sim os meteorologistas da Universidade. Minha cidade, bem como outras cidades da metade sul do estado, estão completamente alagadas. Algumas declararam caso de calamidade pública. Pessoas perderam suas casas, familiares, seus pertences, tudo o que tnham. E justamente as mais pobres, que moram nas regiões mais afetadas pelo alagamento.

Esta foto não faz juz ao tamanho do problema, poque nessa hora já não estava mais chovendo e essa é uma região mais nobre da cidasde, com melhor escoamento e praticamente sem lixo. Minha indignação maior é que embora as Forças Armadas da região tenham mandado seus homens pra dar ajuda nessas cidades, não é dada a devida importãncia por parte da imprensa. É claro, não estamos no Rio, ou em São Paulo. E é claro, somos do interior.

Idoso caminha com água pela cintura em Rio Grande.
Até mesmo a mídia local, que ontem só falava da enchente, esqueceu-se da tragédia , é claro, o incidente no Japão vende muito mais jornais. Veja, posso estar sendo egoísta, mas o Japão tem o resto do mundo para apoiá-los, mas e quanto a nós? Quem vai divulgarnossos telefones de socorro? Quem vai dizer que as universidades estão recolhendo alimentos, água potável e agasalhos pra essas pessoas? É trágico, que as coisas estejam se desenrolando dessa maneira. 
Moradores se locomovendo através de caíaques, devido ao volume de água nas ruas.
 Meninas, desculpem pelo desabafo, mas a coisa por aqui está mesmo séria. A universidade suspendeu as aulas, as ruas estão intransitáveis e até o Hospital Universitário teve de ser evacuado, pois a água já invadia as salas de cirurgia e todo o primeiro andar. Isso tudo na minha cidade que foi uma das menos afetadas, imagine nas cidades de Turuçu e São Lourenço do Sul, que estão com água a quase dois metros de altura. São cidades pequenas, praticamente sem recursos, que dependem da ajuda de todos os que estiverem dispostos. Pelo menos nós, gauchos, deixemos os demais ajudarem o Japão e vamos nos preocupar com nossos irmãos farroupilhas. Beijo meninas!
Imagens: Jornal Agora e Zero Hora.

Chegou 2011

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Ano novo tá aí… E o ânimo, cadê? Essa é uma boa pergunta… Andei relaxando aqui no blog, meio sem vontade de postar, sei lá  Abandonei geral aqui neste período de holidays. Aproveitei as festas, me estressei bastante, e odeio me estressar nesse período, que deveria ser de reflexão, de união, enfim. Nem os blogs vizinhos eu andei visitando. Andava no virtual life mode off. Mas tudo muda. Tudo muda quando a gente lê um comentário lindinho como o da Bia, que comentou no meu último post, e faz você pensar que tem alguém, em algum lugar aí que passa por aqui, que lê o que eu escrevo, que curte os meus posts. Isso não tem preço. E isso me deu gás pra voltar com tudo nesse novo ano, que promete, e muito. Porque uma das coisas que aprendi nesses dias foi que as coisas pequenas da vida, aquelas mais simples e que nos proporcionam pequenas alegrias são na verdade as coisas grandes da vida. E tudo aquilo que nos abala, nos entristece, deve ser diminuido de um tamanho tão pequeno, impossivel de ver a olho nu, pra que a gente nunca mais veja e se esqueça deles. E que a gente vivendo dessa forma vive muito mais leve, muito mais alto astral, e muito mais feliz. 

Deixo essa mensagem a todas que passam por aqui e deixam também um pouco de si.
Muito obrigada por estarem aqui comigo. E que venha 2011! We’re ready now!!!!

Invejinha feia =(

- moda

Eu sei que ter inveja é uma coisa muito feia, mas vejabem se eu não tenho um bom motivo. Gosto de ficar pela web visitando blogs lindos de moda. Na verdade amo. TODAS as blogueiras andam por aí desilando com seu estilo lindinho cheio de tendencias, mangas presunto, saias de cintura alta e vestidos florais. Pois adivinhem? Aqui em fim-de-mundópolis, onde eu moro, ainda está frio. Sim senhoras e senhores, ainda está frio. FRio como? pergunta você, já é primavera! E eu digo: frio de ir pra faculdade de manhã blusinha de lã e camisa jeans, que tem sido meu novo uniforme pra ir pra faculdade porque o clima não ajuda. Agora me digam se minha invejinha não é totalmente compreensivel? 

Sem falar que aqui em fim-de-mundópolis, não existem lugares cool pra usar essas roupas lindas. Na verdade aqui nem shopping tem. É verdade. Nem um lounge interessante, um encontro de blogueiros, nada. As pessoas não têm blogs. Blogs são bobagem. As pessoas não conhecem facebook. Não, não conhecem. As pessoas não conhecem summer boots. Nem nas lojas onde elas são vendidas. As pessoas dizem: ah, aquelas sandalias feias??? Pois é. As pessoas também não gostam de quem usa meia-calça + saia + t-shirt. Porque meia-calça é peça de inverno, e t-shirt é peça de verão. As pessoas te olham assim: Você é um alien ou está com frio embaixo e calor em cima??? Dura vida de interioriorana. 

E pra terminar, a moça da loja também não sabe o que é uma t-shirt. Posso morrer agora?

I need it: Casamento

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É sim. Deu aloka mesmo. Todo mundo que me conhece sabe que eu tenho aloka quando o assunto é casamento. Mas ultimamente o numero de casorios tem diminuido consideravelmente por aqui. E pelo mundo. O problema é que geralmente eu e contento com o dos outros. Até hoje. Hoje eu vi. Eu vi aquele maldito programa no qual eu sou extremamente viciada. Platinum Weddings. Pra que me pergunto eu??? Pra que eu fico assistindo essas coisas??? Porque eu AMO casamentos. E foi hoje que eu vi. Um casamento rosinha estilo Chael com aquele lacinho de fita de veludo preto no convite cor de rosa bebê. E os centros de mesa com 500 rosas equatorianas em vasos prateados de 70cm de altura. Com toalhas de seda rosa e a pista de dança bem branquinha no meio. Me deu um aperto na barriga. Sim eu sinto tudo na minha barriga. Eu sei que o plano é daqui a 3 anos mas fala sério! Casamento é lindo demais. Eu sou quase que uma PhD em casamentos. Meu site favorito é o Style me Pretty que mostra esses casamentos americanos de morrer de dor de cotovelo. Dá uma olhada no estilo.

Morro de vontade que meu dia chegue logo, e seja tão lindo como esses aí. Enquanto não dá pra comprar a casinha e muito menos pagar a festança dá pra me contentar com essas lindezas online. 
E aproveitando o clima, vou passar na locadora e alugar alguns filmes que eu adoro: 
O casamento dos meus sonhos (Jennifer Lopez Matthew Mcconaughey) 
Vestida pra casar (Catherine Heighl e James Marsden) 
Noivas em guerra (Anne Hathaway e Kate Hudson) 
Sex and the city (se vc não entendeu a Carrie casa no final)