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Volta ao blog – a verdade nua e crua

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Olá meninas! Acabaram-se as férias! (cara de choro) Por aqui deveriam estar voltando as aulas, mas dada a situação dos servidores do funcionalismo no nosso Estado, as manifestações e paralisações não páram. Aqui na minha cidade, pararam escolas estaduais, Brigada Militar, bancos e até mesmo o transporte público. A situação está feia, e não há previsão de melhora. Por isso, hoje não voltei às aulas com meus alunos, mas tomei a decisão de voltar ao blog. 
Sei que estou sempre pegando e largando nosso bloguito, e na verdade não sei ao certo porque isso acontece. Na verdade não sabia, pois aproveitei as férias para pensar um pouco sobre isso, e acho que entendi o que estava acontecendo. há um tempo atrás parei pra ler uns posts antigos do blog, e fiquei pasma com o quanto meus posts eram mais espontâneos, mais com a minha cara, personalidade e como eu de fato produzia conteúdo para os poucos leitores que tinha. Quando eu li os posts, podia me ver, vivendo aquela fase da minha vida, estava tudo ali. Preto no branco. Mas com o tempo, e com toda essa popularização e de blogs de moda e afins, acabei aos poucos, me “encaixando” num modelo de postagem tão genérico e tão comum, sabe? O tal do mais do mesmo. Meus posts de revezavam em resenhas de produtos, look do dia, compras, etc, etc. 
Mas onde estava eu? Onde estava a minha personalidade, meu dia-a-dia? Eu estava tentando viver uma vida que eu nãso tinha sabe? Não recebo produtos na minha casa toda semana pra resenhar, nem tenho grana pra comprar todas as novidades de maquiagem. Não vivo do blog, então não tenho tempo pra montar looks incríveis todos os dias e fotografar. Eu sou uma professora, que trabalha de jeans e tênis todo santo dia, que anda de ônibus, que se preocupa com o futuro do país, com a educação das crianças, e nada disso aparecia por aqui. Tenho uma casa, que amo cuidar, e muitas vezes deixei de compartilhar uma dica bacana por aqui porque não tinha a ver com a pauta de blog de moda/beleza. 
Quantas vezes deixei de postar por não ter produto pra resenhar ou foto de look ou outras coisas do tipo sabe… O resultado? Eu abandonava o blog mais uma vez. 
Acontece que se parar pra pensar… Eu não devo mudar minha rotina, ou minhas finanças, para me adaptar a um determinado formato de blog. Meu blog, que é meu espaço na internet, que deve ter a minha cara. E quem gostar, e se identificar, vai me seguir. Não preciso mudar minha forma de ser, ou pirar gastado pra comprar produtos pra mostrar aqui, porque minha vida não é assim. Sou uma garota normal, que ganha pouco, mora num apê pequeno, numa cidade chata. Não posso chegar aqui e fingir ser a Taciele Alcolea só para ganhar leitores. Não é honesto com vocês e nem comigo mesma.
Por isso tudo que foi dito, talvez o blog sofra algumas mudanças daqui pra frente. E espero de todo meu coração que vocês continuem comigo e me acompanhem, e me conheçam melhor. 
Ufa! Que peso saiu de cima de mim! Como é bom ser verdadeira, e como é bom mudar, crescer, evoluir! Agora sim, pessoas amadas que leram esse post até o fim e merecem um prêmio por isso: Mil beijos no coração, e até a próxima!

Desabafo! Ai que preguiça do mundo!

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Novamente passei muito tempo afastada do blog. Não só do meu, mas de todos num geral. Percebi que essa foi uma constante na minha vida esse ano. Me afastei do mundo dos blogs, da moda, da costura, da beleza, do consumo, de tudo o que de certa forma me definia. Não foi por relaxamento, ou por não tentar. Tentei sim, e continuo tentando me manter a par de tudo, ficar “por dentro” do que rola nesse nosso mundo a parte que é a blogsfera, mas não tem sido tarefa fácil. Tenho feito algumas fotos de looks do dia, tenho tentado fazer videos, fiz um sorteio, fechei parcerias, coisas que nos outros anos teriam me feito pular de alegria, mas o fato é que tem alguma coisa que não se encaixa nisso tudo. 
Não sei bem o que é, mas sinto, de certa forma, que me desconectei de mim. Não somente co relação ao blog, mas de uma certa forma de tudo que me definia, como já disse no começo do post. Alguma parte de mim se desprendeu, e tenho tentado com louca trazê-la de volta, encontrar esse elo faltante que me deixa assim, aérea, desinteressada, com projetos inacabados e uma imensa vontade de fazer tudo e nada ao mesmo tempo. É uma sensação tão estranha, um desapego de mim mesma, e me sinto tão terrível por me sentir assim justo nesse ano, que me foi tão rico de vivências, de oportunidades, que poderia ter sido tão maravilhoso para nao só para esse blog, que é meu espaço, minha casa, aberta à todos vocês, mas também para meu crescimento como pessoa, como profissional, não fosse esse vagão descarrrilhado de mim, que continua a me deixar assim. 
Mesmo se eu tentasse explicar a vocês o que eu sinto, não conseguiria É uma coisa que fica a qui dentro de mim, que não me deixa seguir em frente. É sufocante. Algumas vezes sinto, o sufoco, físico, que não me deixa respirar, tão forte, tão estranho, não sei como dizer a vocês. É frustrante, sabe? Não tenho vontade de trabalhar, nem de blogar, e afinal, o que esse blog se tornou enfim? Às vezes nao vejo nada de mim nele, às vezes vejo um tanto de como eu gostaria de ser, ás vezes, somente um post a mais, pra não passar em branco.
Outro dia, vi uma frase no pinterest que me chamou a atenção: Não viva para blogar, blogue o que você vive (Don’t live for blog, blog what you live). Parei um momento para pensar, e meu Deus, que coisa mais verdadeira: Hoje vemos por aí um tanto de blogs que mostram uma realidade que não é real, e  uma vida cor de rosa que lutamos tanto pra ter, e esquecemos de viver a nossa vida e compartilhar nossos momentos legais com as pessoas.
Não escondo de niguém que preciso trabalhar pra ter grana pra comprar as cisas que eu quero, e só assim poder ter conteúdo pra compartilhar aqui no blog com vocês. Mas o fato é que: quem disse que tem que ser assim? Porque os blogs hoje são somente sobre as coisas que você comprou, vestiu, leu? Porque não podemos compartilhar aquele momento fofo que o seu cachorro fez uma gracinha? Porque não posso contar que tem épocas que eu preciso fazer  uma super economia pra comprar um sapato novo? Porque não dá ibope! Como nos tornamos superficiais, e eu nem sequer estou me excluindo disso. É claro que eu gosto de ver blogs em que as menians xibem looks incriveis todo dia, e viajam para lugares maravilhosos, mas gente, cadê aquele momento “gente como a gente”, sabe? Também amo isso! E sinto tanta falta…. De ver gente real no mundo dos blogs, gente que vai pra fila da padaria, que pega  ônibus, que faz faxina! 
E vendo que rumo meu pensamento tomou ao escrever tudo isso, acho que começo a entender esse sentimento, essa preguiça do mundo que vem tomanto conta de mim, porque é isso mesmo, uma preguiça do mundo, de tanto exibicionismo, de tanto nada pra dizer e tanto pra mostrar, sabe? De tanto “hype” e “SDV”. Nunca bloguei pelo ibope, e acho que ainda que por osmose, entrei na onda dlos blogs vazios e acabei com preguiça de mim. Já chega. Vou continuar dando esse tempo. Esse hiatus. E quando voltar, será porque tenho algo, algo RELEVANTE a dizer. Com certeza não é esse um adeus. Só um até logo. Vejo vocês em breve. Beijos no coração!

O tal do look do dia e a evolução das blogueiras

- look do dia
A parte que eu mais amo nos blogs que leio é sempre o tal do look do dia. Adoro! Salvo looks inspiradores no computador, e fico revendo as fotos, num exercício de busca do meu próprio estilo. E antes que você se pergunte “e eu com isso?” eu já vou dizendo porque desse mi-mi-mi todo de look do dia. O que acontece, é que eu mesma (e acredito que outras meninas também) não me sinto assim, o máximo do estilo pra postar aqui os meus looks. Muito de vez em quando acho minha produção digna de uns cliques e posto no blog. É sempre a mesma novela: não tenho câmera boa, não tenho roupa estilosa, tô com vergonha, não sei posar, o cabelo tá feio, etc, etc. Faço o clique, me arrependo e a foto nunca vem pro blog. De vem em quando, vai pro insta. E só. 
Mas se você parar pra pensar, o look do dia é um exercício fashion, e todo mundo diz isso, mas é uma verdade que custa a entrar na cabeça da gente. Esses últimos dias, limpando umas pastas do computador antigo, que fica na casa da minha mãe, encontrei umas fotos “inspiração” que me fizeram pensar bastante sobre o assunto. Pra ilustrar o post, escolhi duas blogueiras que eu adoro, e que super copio os looks do dia!

A Lia é de longe minha blogueira preferida, dessas que a gente olha o blog mais de uma vez por dia, sabe? Acompanho ela desde o meu primeiro contato com blogs, lá por volta de 2003, 2004. Acompanhei, junto com outras milhares de leitoras, a evolução do estilo (e das fotos) da Lia, e mesmo no tempo dos looks mais antigos, sempre curti as produções que ela criava. Hoje, vejo a diferença enorme entre as fotos, e acho isso muito legal. 
Com a Taci, aconteceu totalmente o oposto. Não gostava do blog dela por achar tudo muito rosa, forçado e muito diferente de mim. Mas há algum tempo voltei a visitar  o blog e adorei as mudanças no visual dela e do blog. Virei fã, e nem preciso dizer da diferença nas fotografias né gente? Hoje acho o estilo da Taci super usável, e certamente, se ela usasse mais looks assim no começo, não me importaria com a qualidade das fotos e as poses exageradas. 
Hoje, o ensinamento que vejo nesse post, é que essas meninas começaram sim, com uma câmera comum, sem muita noção de poses, com roupa de C&A e Marisa, como todas nós, e olha só quanta evolução! Todo mundo começa de algum lugar, ninguém precisa saber tudo sobre fotografia, nem ter uma câmera DSRL pra começar a fotografar e compartilhar seus looks. Ainda hoje tanto a Lia como a Taci são referências de estilo pra mim e tantas outras meninas. E tudo isso só prova essa tese de que estilo é assim mesmo, quanto mais você prova, testa, fotografa e se vê nas fotos, mais você aprende e se conhece. Com certeza terei (ou tentarei ter) mais coragem na hora de fotografar os looks do dia, e compartilhar aqui no blog com vocês! Beijinhos!

Sobre blogueiras e blogares

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E hoje eu comecei um post. E ele falava de moda, como quase todos. E de repente me deu um branco. E foi uma coisa muito engraçada, porque me deu um desespero, uma angustia, porque eu não sabia sobre o que postar. No momento nenhum conteúdo relevante sobre moda ou beleza me surgia à mente. Mas foi nesse momento de aflição que eu fiquei também pensando porque eu ficava tão nervosa. Afinal, porque toda essa angústia? Porque ficar insistindo em um assunto que não flui? Quantas vezes abandonei a escrita do meu TCC porque o assunto não fluía? Quantas vezes deixei um vestido pela metade porque a costura não estava dando certo, porque as ideias estavam emboladas? E na verdade eu vejo muito disso na blogosfera. Ideias emboladas. Blogs sem conteúdo relevante, sem nada de novo, sem nada a acrescentar. Porque escrever quando não se sabe o que escrever? Ou pior ainda, quando não se tem nada de interessante a oferecer? 
Ultimamente tenho tido uma grande desilusão com o mundo dos blogs. É tanta autopromoção, tanta supervalorização do TER e desvalorização do SER, é tanta parceria e tão pouco conteúdo, é tanta bobagem, que o sentido verdadeiro do blog, que é ser um espaço pessoal, onde a gente fala sobre a gente, sobre o que se gosta, etc. acaba se perdendo. Eu não acho errado querer leitores, eu não acho errado escrever para agradar esses leitores, eu não acho erado ter parceria. Eu acho errado opinião vendida, eu acho errado meninas que se humilham atrás de parcerias, eu acho errado quem faz blog só pra aparecer e ganhar dinheiro. 
Sou mulher e apaixonada por moda. E a vida toda a mídia tentou me convencer que eu não tenho propriedade para escrever ou falar sobre moda porque não tinha grana pra ler a VOGUE, porque nunca tive e ainda não tenho nada de grife no meu guarda-roupa, porque não pude ir para a faculdade de moda. Mas ao mesmo tempo, bombam por aí blogs onde basta ter grana pra ser uma “it” indicada pra falar e dar palestra em eventos sobre o assunto. E os blogs seriam supostamente um espaço onde as meninas podem ver e ler essa pauta a partir do ângulo de quem vive “no mundo real”. Eu mesma me apaixonei por blogs de moda por eles estarem fora da mídia oficial, por mostrarem meninas como eu, que consomem Renner, Marisa e usam make do Avon e da Natura. 
Mas até onde mais o dinheiro vai ser a maior das tags? Até quando meninas vão gastar toda a sua mesada, salário ou o que for em make e roupas de marca só para ter o que mostrar nos seus amados blogs? É preciso pensar. Pensar sobre o que escrevemos e principalmente sobre o que lemos por aí. Deixei de ler muitos it-blogs, deixei de seguir muita F*Hits e confesso que depois de reler Becky Bloom essa semana deixei de acompanhar muitos outros. Percebi que a exibição era muito maior que a informação. Comecei a ler blogs internacionais. Se eu acho um saco ler em outro idioma? Bom, é verdade. Mas além de um exercício, consigo filtrar muito mais conhecimento de moda. Conheci outros blogs nacionais. Blogs que não estão na lista das ITs, mas que sim, tem um ótimo conteúdo. 
Que fique bem claro que esse post não é um repúdio ás blogueiras ricas, ou que se acham ricas, mas sim às meninas que blogam para que todas as meninas achem que tem que ser ricas, que tem que ter esse ou aquele item, que se não fizerem intercâmbio vão perder a adolescência e outras neuras. Esse post é por uma blogosfera que valoriza quem está atrás da tela, seja lendo ou escrevendo um post. E essa tem sido uma máxima pra mim: pensar e pesar antes de escrever. Beijos pra quem leu até aqui. E pra quem quiser ler ótimas leituras sobre esse assunto, de pessoas que escrevem muito melhor do que eu, é só clicar nos links a seguir:

Doe órgãos, doe vida

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Jornal Agora, 3 de outubro de 2011: Brasil quer atingir a meta de 15 doadores de órgãos
pra cada 1 milhão de pessoas em 2015.

Realmente lamentável! Esse número já deveria ser muito maior. Imaginem: Hoje temos 190 milhões de habitantes na terrinha. Se, eu disse se alcançarmos essa meta, teremos quase 3 mil doadores de órgãos. Conseguem ver a desproporção? Lembrando que se pretende chegar a esse número, em 2015, porque por enquanto os doadores são menos do que isso. Acho uma vergonha que as pessoas ainda sejam contra a doação de órgãos. É de um profundo egoismo preferir ver os órgãos de seus entes queridos apodrecerem e virarem nada do que ajudar alguém que realmente precisa. E daí que muitas vezes você não conhece essas pessoas? Seu filho, pai, mãe, marido, esposa, pode continuar vivendo no corpo de outra pessoa. Já imaginou poder dar vida a alguém? Ninguém pode negar saúde ao outro, especialmente se o que você está negando não vai te fazer falta. 

As pessoas me consideram descrente, má cristã, radicalista. Mas, pensando logicamente: ou você salva a vida de alguém, ou você alimenta vermes. Sempre me incomodou a idéia de guardar o corpo de uma pessoa até que apodreça e seja consumido por outros organismos. Porque, hein? Já acho absurdo ainda existirem cemitérios em um tempo onde a gente não tem tempo nem de visitar a mãe da gente, que mora logo ali, ó.

Por isso pessoas, coloquem a mão na consciência, e conversem com seus parentes, pais, mães, filhos, amigos, ou o raio-que-for, mas avisem que querem ser doadores, que querem fazer a diferença, que querem ajudar o outro. Deus não disse para amarmos ao próximo como a nós mesmos? Então calcem o sapato do outro, se imaginem não só na dor do outro, mas na alegria de saber que existe esperança para aquele que você ama.