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O noivado – parte 1

Hoje foi um daqueles dias assim, em que você é pego de calça curta e não sabe o que fazer. Deixa eu explicar direito. Quem acompanhava o blog sabe de toda luta minha e do Fábio pra comprar o apê e ir morar junto logo. Mas uma coisa sobre a qual não tínhamos certeza era casamento. Mesmo eu sempre sonhando com isso, com toda essa coisa de sonho de menina, somos realistas e sabemos que a grana é curta. Bom, nesses últimos tempos, como Deus existe e foi muito generoso conosco em sua bondade, conseguimos superar um grande obstáculo que tínhamos em nossas vidas e decidimos sim nos casar. Era o que queríamos, e ia deixar a todos, especialmente os nossos pais, muito felizes. 
Desde tomada a decisão, surgiu uma dúvida cruel: como contar a nossos pais? Com  a família do Fabio foi super fácil, cheio de beijos e abraços e felicitações. Mas aqui em casa o buraco é mais embaixo, SEMPRE. Ficamos na dúvida, e fomos adiando, adiando, adiando, até que essa semana meu gordo teve uma ideia brilhante: vamos reunir as duas famílias, num almoço, onde ninguém alô mãe! vai poder ficar dizendo que é muito cedo, e que eu não sei cuidar de uma casa, e que tudo é difícil e a gente conta abertamente e vive feliz pra sempre. Fiquei encantada em pela primeira vez em quase seis anos de namoro ele ter tomado uma decisão, ainda mais envolvendo juntar as familias, coisa que ele sempre teve medo de fazer don’t ask me why
E esse dia foi hoje. E quase que não foi, porque tinha visita aqui em casa toda a manhã, e minha mãe já tava quase desistindo de sair pro almoço, e eu ficando verde, azul, nervosa e enjoada e de todas as cores. Liguei pro Fabinho. Fabinho liga pra minha mãe e conta o real motivo do almoço. A véia fica rosa de felicidade e decide que a gente tem que ir de todo jeito. Meu pai fica sem entender nada. E nem eu, que geralmente não espero  felicidade ou amorosidade por parte da minha mãe quando acontece alguma coisa legal comigo
No final, foi tudo meio no upa! como se diz aqui no sul. Não tenho fotos, porque fui pega de surpresa pelo gordo depois do almoço, que disse que foi pegar a sobremesa e voltou com flores e alianças, e também, tava com tanta vergonha que olhei pro chão o tempo todo, ou então fiquei com a cara escondida no peito do Fabinho. Chorava igual criança. Quanta borboleta no estômago, que sensação mais gozada. Mas passou, e vi que na verdade o que mudou foi o anel que uso, antes prata, hoje dourado, mas o resto continua igual, nos amamos, queremos viver juntos pra sempre, e pelo visto vai ser sempre assim. Bom demais né? 

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